domingo, 23 de março de 2008

sublime

Tudo passa freneticamente com a gente. É sexta e de repente numa toada muda pro domingo. E eu apenas na ginga ao som de Fagner, que considero ainda um som razoável, faz a minha trilha musical nos braços mais repousantes e firmes.
O que eu aprendi nesses dias fica fixado no coração e na boca do estômago, porque há muita emoção também.
E eu permito que o céu abaixe pra gente pisar e voar. Porque eu consegui dois pares de asas, só pra garantir que a gente possa sentir a brisa do vento. O vento é o ar em movimento. A primeira poesia.
As asas a gente usa aqui, no colchão. São as asas da imaginação. As asas da Gabi -- pra voar quando você quiser -- eu posso te emprestar no meu jeito de lhe tocar, no jeito da gente pisar no pé da dança, no enlace da pasta de dente espumante. Voar no aroma do trufado de chocolate e no aerado do mousse da fruta da paixão. Coisa para bobos, que voam. Tique de quem voa demais e quer arrastar a todos com o momento que é dado. E o que nos é dado, nos é permitido. E se quisermos voar, as asas estão perenes em nossas cabeças. Leve.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Eu só precisava escrever algumas linhas pra saber se ainda sei. Não escrever, somente. Isso eu sei. Saber se sei falar, de nada, de tudo. Esse assunto pode ser totalmente maluco, mas é preciso escrever. Nem que seja digitar. Nem sei ao menos se a minha escrita permanece a mesma. Eu uso muito mais o teclado do que as mãos para escrever...que inversão de valores.
Permaneço aqui perfurando idéias e não vou escrever o que quero. Está maturando para ficar docinho prá outro dia. Outro dia que vai nascer no crepúsculo. Nasceu maduro. Minhas palavras imaturas, assim como minha cabeça germinada de idéias, nascendo e prestes a explodir.
Salve as idéias que nasceram crescidas.

(você não precisa entender, deixe)