terça-feira, 19 de junho de 2007

GIZ

Letra e música que me deixam feliz ( uma das minhas favoritas):

Legião Urbana
Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá

E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém
Aparecer ou quando quero
Quando quero

Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És, parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto
Só um pouquinho infeliz

Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem...
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei
Tudo bem, tudo bem...
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Tudo bem, tudo bem...
Acho que estou gostando de alguém
Tudo bem, tudo bem...

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Fachada

Desenhei uma linha que me separa de você. No mais profundo dos meus segredos e mistérios de vida, tranquei a tua força e fechei-a com um cadeado que nem o tempo há de corroer.
Aprisionei você, por medo de te encontrar, de saborear novamente o teu gosto agridoce que tanto me cativou.
Mas com a sua prisão, o meu seio se retraiu, virou rocha. Ao tocar-me não pude sentir o seu pulsar, pois não havia o que pulsar dentro de mim. Tornei-me uma viva-morta. Com todos os seus encantos eu me desiludi e mesmo assim sabia que me renderia.
Foi só por isso que te tranquei, bem aqui do lado esquerdo de mim. Para não sentir mais você, para não cogitar a possibilidade de sofrimento. Contudo, a sua ausência também me entristece. Onde estás Amor?

In 13/06/07, por CMC

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Eu não sou fã mas...


Olha que olhar de dó mais lindo do mundo!!!
Não dá vontade de apertar???

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Boca

Boca, cada traço seu
pude tocar com a minha
Boca, cada lábio seu
pude sentir com a minha
Boca, cada sugo seu
pude sentir com a minha
Boca, cada suspiro seu
pude sentir com o meu
Coração, tua boca tem
a forma de um.

In 18/03/2007 por CMC

Tipo psicológico - JUNG

Personalidade INFP

domingo, 10 de junho de 2007

Eu, Máquina

Movimentos idênticos. A rotina é bem isso. Não há identidade.
O João da Silva, passa simplesmente a ser o sorveteiro.
Outra coisa incômoda: viver em função do trabalho e dele se tornar cativo. Não porque se deseje isso,mas porque infelizmente é preciso.
E isso coloca-nos em uma forquilha: O trabalho ocupa a maior parte de nossas vidas e isso já virou rotina. Mais: muitos não trabalham com o que gostam, trabalham para manterem-se nesse mundo. Realmente, é importante haver uma ocupação para a mente, mas muito melhor seria se a ocupação não fosse algo de extrema necessidade.
Tudo isso foi para dizer que esse hábito de trabalhar toma todo o meu tempo. Interessante seria pensar como seria se não existisse o trabalho, fosse ele por necessidade ou não.
Como seria,depois de tanto habituar-se a trabalhar, acostumar-se com a idéia de não acordar propriamente cedo, mandar um cacete no despertador, ficar possesso com o chefe?
O que poderia ser feito nas horas que antes eram preenchidas com um fastidioso passar de horas em frente a um computador ou lidar com pessoas que parecem mais complicadas que você e que você sentia naquele momento a urgente vontade de fugir?
As horas vagas também trazem esse problema: o tédio. Um mundo sem o tal trabalho com fins lucrativos seria uma batalha diferente: a busca por um ideal, fazer-se-ia o que se gosta ou o que lhe aprouvesse. Mas... e se todos fizessem o que lhes apetecesse, será que o mundo teria mais sabor?
Assim, depois de tantas dúvidas quanto ao fim do trabalho mecanizador ou o surgimento de uma atividade, que não chamarei de trabalho, porque , entrando em outro âmbito - o lingüístico - o significado original dessa palavra não nos remete boas recordações.

Trabalho

terça-feira, 5 de junho de 2007

So easy...

Infinito Particular

Marisa Monte

Composição: Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Carlinhos Brown

Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

O meu ´infinito particular´é tão vasto, tão único e ao mesmo tempo tão simples que se torna fácil de complicar.
Essa letra traduz um pouco da minha sensação nesses dias passados, principalmente no campo afetivo.Temos sede, mas a água de outrem não parece potável aos nossos olhos por mais que o interlocutor nos diga que sim.
Meu rosto traz segredo mas o do outro também - tenho vontade de desmistificar...
Leia o meu rosto, já lestes um???
Há vários por aí no mundo, uns esboçados outros verdadeira obra-prima! Alguns inacabados, procurando o Gran Finale, ou o que mais lhe falte.
Outros com um toque de giz pastel e um pingo de aquarela. Tentativas de um colorido são para poucos! Têm quem prefira o preto e branco.
´O mundo é portátil pra quem não tem nada a esconder´: Que peso estão sobre os meus ombros??? Cabe no meu bolso, na minha palma, nas minhas costas, na minha cabeça?
Seria um mundo-bigorna, um mundo-pluma ou bolha. Encarcerado e pesado, leve e liberto?
O peso agora tem sido menor. À medida em que as maturações acontecem em nossa massa cinzenta e principalmente nos solavancos do nosso
cuori - vulgo coração - temos o mundo cada vez mais perto de ser suportável. Além do mais, podemos sonhar, o que faz da vida um tanto melhor.

" Faça sua parte/ Eu sou daqui, eu não sou de Marte" : não sou , nem eu e muito menos você que me lê.
Somos e estamos aqui nessa Terra que tem situações embaraçantes e outras tão inexplicáveis de tão belas que chegam a embasbacar quem sente ou vê. As proximidades de micros infinitos não se chocam por medo, receio de "bota" ou aquela coceirinha chamada timidez. Os vários micros podem se juntar e formar um macro (Quem sabe...).
É o meu singelo infinito particular que vos fala.


domingo, 3 de junho de 2007


Momentos bons. Sim, vivo hoje, momentos realmente muito bons...
Bisavó sorrindo, madrinha reclamando, depois gargalhando...
Olhar indiscreto, riso amigo e cúmplice, mão que se aperta e procura refúgio.
Bolo melequento, é, comemorei meu aniversário!
Tio que conta piada que todo mundo já sabe mas mesmo assim ri.
Encenação e deboche na certa, palhaçada de amigo e discussão séria.
Domingo rotina, besteira.
Minha televisão é ao vivo e com as minhas cores!

Good Vibs!