Fachada
Desenhei uma linha que me separa de você. No mais profundo dos meus segredos e mistérios de vida, tranquei a tua força e fechei-a com um cadeado que nem o tempo há de corroer.
Aprisionei você, por medo de te encontrar, de saborear novamente o teu gosto agridoce que tanto me cativou.
Mas com a sua prisão, o meu seio se retraiu, virou rocha. Ao tocar-me não pude sentir o seu pulsar, pois não havia o que pulsar dentro de mim. Tornei-me uma viva-morta. Com todos os seus encantos eu me desiludi e mesmo assim sabia que me renderia.
Foi só por isso que te tranquei, bem aqui do lado esquerdo de mim. Para não sentir mais você, para não cogitar a possibilidade de sofrimento. Contudo, a sua ausência também me entristece. Onde estás Amor?
In 13/06/07, por CMC
Aprisionei você, por medo de te encontrar, de saborear novamente o teu gosto agridoce que tanto me cativou.
Mas com a sua prisão, o meu seio se retraiu, virou rocha. Ao tocar-me não pude sentir o seu pulsar, pois não havia o que pulsar dentro de mim. Tornei-me uma viva-morta. Com todos os seus encantos eu me desiludi e mesmo assim sabia que me renderia.
Foi só por isso que te tranquei, bem aqui do lado esquerdo de mim. Para não sentir mais você, para não cogitar a possibilidade de sofrimento. Contudo, a sua ausência também me entristece. Onde estás Amor?
In 13/06/07, por CMC


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