domingo, 10 de junho de 2007

Eu, Máquina

Movimentos idênticos. A rotina é bem isso. Não há identidade.
O João da Silva, passa simplesmente a ser o sorveteiro.
Outra coisa incômoda: viver em função do trabalho e dele se tornar cativo. Não porque se deseje isso,mas porque infelizmente é preciso.
E isso coloca-nos em uma forquilha: O trabalho ocupa a maior parte de nossas vidas e isso já virou rotina. Mais: muitos não trabalham com o que gostam, trabalham para manterem-se nesse mundo. Realmente, é importante haver uma ocupação para a mente, mas muito melhor seria se a ocupação não fosse algo de extrema necessidade.
Tudo isso foi para dizer que esse hábito de trabalhar toma todo o meu tempo. Interessante seria pensar como seria se não existisse o trabalho, fosse ele por necessidade ou não.
Como seria,depois de tanto habituar-se a trabalhar, acostumar-se com a idéia de não acordar propriamente cedo, mandar um cacete no despertador, ficar possesso com o chefe?
O que poderia ser feito nas horas que antes eram preenchidas com um fastidioso passar de horas em frente a um computador ou lidar com pessoas que parecem mais complicadas que você e que você sentia naquele momento a urgente vontade de fugir?
As horas vagas também trazem esse problema: o tédio. Um mundo sem o tal trabalho com fins lucrativos seria uma batalha diferente: a busca por um ideal, fazer-se-ia o que se gosta ou o que lhe aprouvesse. Mas... e se todos fizessem o que lhes apetecesse, será que o mundo teria mais sabor?
Assim, depois de tantas dúvidas quanto ao fim do trabalho mecanizador ou o surgimento de uma atividade, que não chamarei de trabalho, porque , entrando em outro âmbito - o lingüístico - o significado original dessa palavra não nos remete boas recordações.

Trabalho

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial