quinta-feira, 27 de maio de 2010

MUDANÇA DE BLOG

Amores, mudei de provedor de blog: www.atricoteira.wordpress.com

Não esqueçam que agora tem um artigo: A Tricoteira. A Única, tá?

Beijo

domingo, 25 de janeiro de 2009

Aos passos


Não queira dançar saudades quando vires que teu calçado está gasto.
Dance com ele agora.
Ele.

Vamos começar no pé. Pé é quando podemos raciocinar. Quando podemos dar rastro de que vamos andar. Pé ante pé. Pé pra que te pé. Eu não tenho pé. Cuidei do meu pra ver se dá pé. O pé é sinal de que ainda estamos no planeta Terra. Absurdo? ilógico? Experimente não sentir seus pés, imagine-o sem eles... Não é questão de terrorismo. A questão é sentir-se em algum lugar. E o pé te proporciona isso. Estabilidade. Pisar no piso, ter em si o juízo. Experimente pular. Ter os pés no ar. Sentir-se-á livre mas há de querer voltar. Pé não é pra lunar. É só pra quem sabe sapatear. Pra quem não quer prefere voar.

domingo, 23 de novembro de 2008

Arcádia existencial.

Posso agasalhar o sol e derreter iceberg, só com o meu abraço.
Dobrar o horizonte e guardar na mochila a fim de tê-lo um dia pra mim.
Devolver o horizonte com uns tons de aquarela, com a permissão do Criador.
Virar travesseiro de amorzinho. Comer café tomar pão.
Costurar todos os dias bonitos pra poder vê-los bem de perto.
Viajar numa concha verde, em alto-mar, sem risco de nada.
Inventar teorias, cálculos muito engendrados e dizer que não servem de nada...
Só pela vontade de Ser.

Olhar pra você e enxergar um pedaço de tudo.
A parte pelo todo. Por todos.
Esquecer que tudo perece. Observar a história da lagarta. Seguir seu exemplo.
Virar linda borboleta.

Buscar momentos de dor. Virar flor que nasce-morre no mesmo dia.
Curtir o primeiro e último dia no jardim. Flor que não tem tempo de envaidecer no jardim terrestre. Cresce, se cobre de sol e quiçá de chuva no crepúsculo fenece.

Vida, me empreste tuas notas. Sou o lado terno e doce de uma flauta arcádica que sussura, a procura das notas magistrais que a vida orquestra.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade ( meu padim)



Costura


Atados pelos nós dos dedos.

(um micro conto meu)

simples desabafo.


E o assunto é este. Eu me recuso a nominá-lo. Apenas estou sentindo na viração do ar. Nas paredes, nas bocas, nos entremeios, nos orkuts alheios.
Sinto que todos estão nesse beco. Todos com quem converso me apontam esse caso. Estão todos estafados, atordoados, malucos, se desentendendo nos esbarrões diários (porque pela noite ninguém quer andar sozinho). E pelo dia a gente encosta e desencosta na ladeira do sono, da saudade de casa, da saudade da infância.

A sensação de algumas pessoas é de descaso. Um fuck bem legal pra quem ainda tinha alguma vontade de saber ou do saber. Ou quem sabe do conhecer. Mas, infelizmente, poucos vestem a camisa do comprometimento. Afinal todos estamos cansados... Quem sabe como é foda trabalhar e estudar e sentir que poderia carregar bem mais conhecimento pra casa, sabe do que eu tô falando.

Percebi que há poucos interesses e muitos jogos nos meios e nos fins. Há poucos interesses para o outro, por fazer alguém feliz. Há muitos jogos interpessoais, relações que se fazem necessárias. Há muita hipocrisia nos discursos, pois bem lá fundo todos pensamos mais ou menos assim. O "assim" se traduz por: o importante é o meu.

E assim, inclusive eu, fico pensando no meu, no meu, no meu. E assim, muitos que buscam o Saber se deparam com descaso e desleixo de outros. Eu tô falando é de Ensino mesmo. Estou falando de relações entre pessoas.

Estou falando e sentindo. Sentindo no rosto das pessoas, nos desabafos que elas soltam. Sentindo que todos queriam estar exatamente onde não estão. Livres. Mas o fuck pra vocês continua caminhando.

Percebi que eu tiro forças não-sei-de-onde.

Sem mais, vou cuidar do que é meu. Se é assim...